PRESIDENTE OCIMAR BATISTA BOLICENHO

 Determinado a empreender uma nova sistemática de administração do Clube, Ocimar estreitou relacionamento com as entidades de administração esportiva durante toda a sua gestão. Manteve encontros com dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Federação Paranaense de Futebol (FPF), Federacion International Football Association (FIFA), Confederacion Sulamericana de Futbol (Comebol), Federação Japonesa de Futebol (J-League) e Federação Costarricense de Futbol.
 No mesmo rumo procurou estabelecer relação constante com os outros clubes do futebol brasileiro promovendo um fórum de debates seguido de coquetel em todas as cidades em que o Clube atuou pelo Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão divulgando principalmente um vídeo institucional que mostrava a pujança do Paraná Clube.
 Fez acontecer o aperfeiçoamento dos objetivos do Clube integrando interesses dos departamento de Futebol e de Quadras (futsal) revelando valores para as duas modalidades entre eles, Ricardinho, Tcheco e Rodrigo Batata.
 Criou um departamento de receitas extraordinárias que amparou as modalidades de Bingo Permanente permitido pela Lei 8672/93 - Lei Zico - que passou a remunerar o clube num valor equivalente a 1.000 (um mil) manutenções mensais e a modalidade SportBingo implantada pela Racimec no Brasil para apenas dois clubes - Paraná Clube e Cruzeiro Esporte Clube - que trazia aos cofres um valor aproximado de US$ 150.000 (cento e cinqüenta mil dólares americanos) mensalmente. Até hoje não existe explicação para o rompimento do contrato da Racimec que previa originalmente cinco anos de parceria e que foi rescindido no sétimo mês após a assinatura.
 Foi penalizado pela chegada do Plano Real que extraiu do Clube uma de suas principais receitas que era oriunda do mercado financeiro. A primeira gestão contabilizou uma receita financeira equivalente a US$ 240.000 (duzentos e quarenta mil dólares americanos) enquanto que a segunda gestão registrou US$ 320.000 (trezentos e vinte mil dólares americanos). A gestão de Ocimar Batista Bolicenho que usufruiu do mercado financeiro por apenas cinco meses registrou apenas US$ 55.000 (cinqüenta e cinco mil dólares americanos).
 Criou comissões específicas para desenvolvimento dos programas especiais: Paraná Campeão; Torcedor do Futuro; Ingresso Trabalhador; Sócio Torcedor e Paraná Empresa.
 Prometeu e formou uma equipe de futebol competitiva tendo para isso aplicado valores bastante significativos na aquisição do passe dos seguintes atletas:
 Régis (US$ 30.000); Denílson (US$ 35.000); Marcão (US$ 57.000); Claudinho (US$ 230.000); Hélcio (US$ 250.000) ; Edinho Baiano (US$ 200.000); Mirandinha (R$ 300.000); Guilherme (R$ 150.000); Pichetti (R$ 300.000); Sidney (R$100.000) e Vaguinho (R$ 100.000).
  Foi pioneiro no empréstimo de jogadores para as equipes do interior o que permitiu um controle e acompanhamento mais próximo da performance dos atletas revelados pelas categorias de base. A torcida definiu como "filiais" as equipes do Iraty Sport Club e do Rio Branco de Paranaguá na disputa do Campeonato Paranaense de 1994.
 Foi o primeiro a implantar um Centro de Treinamento para equipe profissional do Estado do Paraná utilizando para isso as dependências da Vila Olímpica - Estádio Presidente Erton Coelho de Queiroz.
 Em 1994, tão logo a equipe do Paraná Clube sagrou-se BI-CAMPEÃ Paranaense de Futebol Profissional trouxe a equipe do Deportivo La Coruna - Vice Campeã Espanhola de Futebol para o jogo de entrega de faixas.
 Realizou a transação financeira mais lucrativa da história do Paraná Clube ao vender o atleta Mirandinha ao F.C. Sion da Suiça pela cifra de US$ 1.000.000,00 (hum milhão de dólares) apenas cinco meses após haver adquirido o atleta pelo valor de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).
 Foi o primeiro dirigente a investir na informatização do Clube implantando terminais de computador nas sub-sedes. Implantou o organograma administrativo do Clube. Promoveu treinamento ao corpo funcional para capacita-los na excelência de serviços aos associados do Clube.
 Gozou de credibilidade junto aos parceiros do Paraná Clube em sua gestão pois conseguiu manter patrocinadores como Casas Bahia; Seguradora Gralha Azul; Danone; Antarctica; Bamerindus e Banestado graças ao excelente trabalho desenvolvido pelo responsável da pasta, Ricardo Licetti Amaral.
 Foi pioneiro no licenciamento de produtos com a marca Paraná Clube onde destacaram-se os Vinhos Piagentini, as Balas Floresta, os produtos térmicos da Termolar, os Chocolates Neugebauer, os tapetes Rieco e os sorvetes Bavareska.
 Foi na gestão de Ocimar Batista Bolicenho que foram alcançadas vitórias jurídicas como a desoneração do imóvel da sub-sede Guabirotuba o que proporcionou em gestões posteriores uma representativa receita extra-orçamentária e a vitória definitiva na primeira ação da RFFSA contra o Clube na questão do Estádio Durival de Brito e Silva. Este departamento jurídico foi vitorioso porque contou com a batuta do Dr. Eduardo Varela Garcia.
Foi em sua gestão que foram implantadas as Lojas Tricolor, pioneiras na comercialização de produtos com a marca do Paraná Clube. Esta inovação foi empreendida por Raul Baptista Trombini.
 Na parte patrimonial do Clube implantou a Sala de Vídeo ( nos mesmos moldes que possui o F.C. Barcelona no estádio Camp Nou) e trocou a iluminação do Estádio Durival Brito e Silva além de adaptar as instalações do Estádio Presidente Erton Coelho Queiroz para tornar-se o Centro de Treinamento do Paraná Clube.
 Não houve programação social mais intensa, na história do Paraná Clube, que a gestão de Ocimar Batista Bolicenho. Nesta pasta a maestria do amigo Wilson Carlos da Veiga realizou shows com Grupo Remix Samba; Luiz Ayrão; Grupo Raça; Grupo Razão Brasileira, The Platters; The Fevers. Jimmy Cliff; Grupo Ginga Pura; Antonio Carlos e Jocafi; Três do Rio; Grupo Molejo; Ray Connif; show humorístico com Dercy Gonçalves e a chave de ouro com o show do Rei Roberto Carlos. Os bailes de debutantes quebraram recordes de participantes sendo 64 meninas em 1994 e 65 meninas em 1995.  

Presidente Ocimar em entrada triunfal no salão social do Paraná Clube no dia em que foi aclamado Presidente do Conselho Diretor para a gestão 1994/1995.                       Veja mais fotos

 As mesmas pessoas que não permitiram que Ocimar assumisse algum cargo na primeira gestão do Paraná Clube esboçaram uma tentativa de bater chapa quando da sua indicação para assumir a Presidência do Clube. Ficou apenas na ameaça pois dias antes do pleito optaram pela desistência o que fez com que os 400 Conselheiros ACLAMASSEM como o Terceiro Presidente da história do Paraná Clube, Ocimar Batista Bolicenho. Muito embora tenha assumido o Clube com um saldo de caixa bem aquém daquele divulgado na prestação de contas da gestão anterior o jovem Presidente (35 anos) não se intimidou e já no primeiro mês de 1994 levou a equipe profissional do Paraná Clube a realizar a sua primeira excursão internacional para participar do quadrangular KLM-Airlines na cidade de San Jose - Costa Rica que contou com a participação de duas equipes locais - Deportivo Saprissa e Liga Deportiva Alajuelense e ainda a poderosa equipe alemã do Borússia Dortmund. Foi essa excursão que introduziu o saudoso Lourival Ribeiro como dirigente e grande colaborador da instituição Paraná Clube. "Prefiro viajar com o Paraná Clube do que ver o Brasil na Copa do Mundo" disse ele por ocasião da comemoração de seu aniversário em San Jose. O padrinho da excursão do Paraná Clube foi o amigo Manuel Alberto Solano Madrigal.

Ocimar Bolicenho e o conjunto The Platters por ocasião de show no Paraná Clube.

  Em 1995 conquistou o TRI-CAMPEONATO Para-naense de Futebol Pro-fissional e promoveu a maior divulgação nacional do Paraná Clube ao contra-tar a comissão técnica BI-CAMPEÃ Brasileira de Futebol pela Sociedade Es-portiva Palmeiras (1993 -1994) composta pelo treinador Wanderley Luxemburgo da Silva e pelo preparador físico Luiz Carlos de Souza das Neves.
  Ninguém divulgou o Pa-raná Clube a nível in-ternacional como Ocimar Batista Bolicenho. Primeiro foi a excursão a Costa Rica.

  E culminou com a viagem ao Japão, em 1995, onde dentre outras coisas, junto com Oscar Yamato, estabeleceu convênio de cooperação com o recém criado clube japonês AS Flugells que cedeu o atleta Aldrovani para o Paraná Clube em troca da cessão de Rodrigo Batata que formou na equipe japonesa ao lado de César Sampaio, Zinho e Evair. Fez palestras sobre organização do Departamento de Futebol Profissional e Categorias de Base ao staff da equipe do Yokohama Flugells e assinou carta de intenções com a Fundação Bunka Hoso responsável pelos meios de comunicação daquele País.

  Depois a viagem a Espanha em companhia de seu Vice Presidente Jurídico Eduardo Varela Garcia para tratar de assuntos relativos a implantação de receitas extra-orçamentárias.

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