Japão

  O futebol japonês estava dando seus primeiros passos. A recém criada J-League, a federação ja-ponesa de futebol, ansiava em trocar experiências principalmente com o Brasil sobre este esporte que já atraía multidões em seu país. Eduardo Sakamoto, agente de viagens em São Paulo que representava os interesses da ANA - All Nippon Airlines - no Brasil já havia intermediado a compra dos atletas pal-meirenses César Sampaio, Zinho e Evair para a equipe do Yokohama Fluggells patrocinado pela companhia aérea ANA e pela mega construtora SATO.

  Havia conversado com o Corinthians Paulista mas não obteve ressonância em suas posições. Procurou então Oscar Yamato, Supervisor do Paraná Clube que apresentou-o ao Presidente Ocimar Batista Bolicenho.Após algumas reuniões estabeleceram formas de estreitar relacionamento com o país oriental. A primeira possibilidade foi efetuar uma troca de atletas e neste caso, o Japão tinha vontade de receber um jovem atleta na faixa dos 17 anos. Em troca, mandaria outro jovem ou até então um jogador profissional. O Paraná ficou de escolher o atleta que o representaria neste empreendimento. O juvenil da época contava com Ricardinho, Tcheco e Rodrigo Batata. Consultada a comissão técnica e avaliada as características do futebol japonês foi escolhido Rodrigo Batata - baixinho, rápido, ágil, promissor e arrojado - que ganhou festa de despedida e o seu primeiro terno para a viagem internacional. A equipe japonesa em razão de haver contratado os três jogadores do Palmeiras não poderia utilizar o outro brasileiro da equipe Aldrovani que viria então para defender o Paraná Clube. A viagem seria de uma semana em território japonês logo, outros assuntos poderiam ser discutidos. E foi o que aconteceu.
  Ao chegar no aeroporto de Narita, distante alguns quilômetros da cidade de Tokyo a delegação do Paraná Clube (Ocimar/Oscar/Eduardo Sakamoto e Rodrigo Batata) foi recepcionada por transporte do clube japonês e alojada no hotel. No dia seguinte a apresentação oficial do Rodrigo Batata no Centro de Treinamento do clube japonês e visita ao alojamento onde residiria o atleta paranista. Na parte da tarde, Ocimar Bolicenho proferiu palestra ao staff dos diretores do Yokohama Fluggells sobre organização do Departamento de Futebol Profissional e Categorias de Base.
  No dia seguinte a delegação foi recepcionada pela diretoria da Federação Japonesa de Futebol (J-League) que entre outros assuntos pediu colaboração para que a Copa do Mundo de 2002 pudesse ser realizada no Japão. Durante todo o período da visita foram discutidos aspectos da legislação esportiva e da atuação das entidades dirigentes do futebol.

  Outro dia, outro compromisso. Desta vez com a Fundação Bunkahoso, entidade ligada aos meios de comunicação japonês que tinha interesse em promover clínicas de futebol a crianças estudantes no Japão. Foi assinado um protocolo de intenções entre as duas entidades.
  No ano de 1995 e 1996 duas equipes de instrutores de futebol do Paraná Clube realizaram atividades naquele país.
Eduardo Sakamoto, tradutor e promotor do empreendimento declarou: " Como é mais fácil tratar detalhes com pessoas que levam o futebol a sério".

Ocimar Bolicenho e Oscar Yamato no Estádio do Yokohama Fluggells.

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