Em 1973 Ocimar em seu primeiro emprego na Crefipop.

Em 1977 Ocimar na seleção de futebol de salão do Clube Literário de Curitiba

  A infância humilde ensinou muitas coisas para Ocimar Batista Bolicenho (Juca). Em 1968, aos dez anos de idade já trabalhava em dias de Finados no Cemitério Municipal da Água Verde para faturar uns trocados. Em outras oportunidades vendia sorvetes na rua, às vezes, apenas para poder saborear um lanche no final do dia. Nesta mesma época foi levado pelo Sr. Danilo Baggio para entrar como mascote do Esporte Clube Água Verde nos jogos do Estádio Orestes Thá na Vila Guaíra. Certa vez, num jogo em Paranaguá, contra o Clube Atlético Seleto, levou uma pedrada na cabeça ao abrir-se as portas do vestiário para a equipe adentrar ao campo.

   Em 1969, estudando no Colégio Estadual Pedro Macedo participou de todas as competições promovidas tornando-se artilheiro de uma delas (futebol de salão). Em 1972 a equipe do Colégio foi convidada a realizar um treino com a equipe da Sociedade Thalia que disputava o campeonato metropolitano de futebol de salão e estava a procura de um goleiro. O jogo treino terminou 11 x 1 para o time do colégio e ao invés de contratar o goleiro foi Ocimar quem foi selecionado pois nesta partida marcou seis gols. Participou de todos os campeonatos realizados pela Federação Paranaense de Futebol de Salão sempre com boa performance. No ano seguinte a equipe da Thalia transferiu-se para o Círculo Militar de Curitiba época em que foi inaugurado o Palácio de Cristal - Ginásio de Esportes (agosto/1973) em uma noite de gala que contou com um quadrangular internacional. Neste evento Ocimar marcou dois gols na vitória de 3 x 1 sobre o adversário. No ano de 1975 foi convocado para a Seleção Paranaense para disputar o brasileiro em Recife porém, a competição foi cancelada em virtude do falecimento de um diretor da Federação. Ainda em 1972, participou de uma peneirada realizada pelo Esporte Clube Pinheiros no antigo campo do Guaíra. Acompanhado dos amigos do bairro foi zoado quando após o término do primeiro tempo foi sacado da partida em companhia do Gláucio Baggio. Ao terminar o teste, foi selecionado pelo treinador Amilton Nofke para compor a equipe dente-de-leite do Clube. O primeiro jogo foi no campo do Operário do Ahú e o craque do time, Paulinho, machucou-se o que permitiu a entrada de Juquinha na ponta direita, posição que foi titular até o final da temporada. O Pinheiros perdeu o jogo por 5 x 1. Seu jogo inesquecível foi a vitória contra o Clube Atlético Paranaense por 1 x 0 no Estádio Joaquim Américo, gol de Juquinha.

  Equipe de futebol do bairro. Em pé, da esquerda para a direita: Sr. Luiz Hammann, Ivan Coruja, Nelson, Henrique, Augusto, Nico, Jorge Careca e Sr. Julio Valentini.Agachados: Ocimar, Gláucio, Carlinhos, Paulinho e Nilson

  A necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família não permitiu que a carreira de futebol de campo continuasse. No mesmo ano de 1973, empregou-se como Office-boy na CREFIPOP, financeira po-pular da época.Ainda defendeu por uma curta temporada a equipe do Ypiranga no futebol suburbano de Curitiba equipe que seu pai, Orlando, defendeu por mais de quin-ze anos com o nome de Bolinsenha (grafia correta do sobrenome de família que foi alterado para Bolicenho na época em que o Sr. Orlando serviu ao Exército Brasi-leiro).
Continuou jogando futebol de salão até os 19 anos.

  Aos 25 anos, já casado com Rosely, foi tentado, outra vez pela família Baggio, desta feita pelo Sr. Orlando, para que se tornasse diretor do Esporte Clube Pinheiros para que um dia fosse seu Presidente. Em 1986, foi convidado a ocupar a Vice-Presidência de Imprensa e Publicidade da segunda gestão de Erton Coelho de Queiroz. Erton faleceu antes de assumir. Seu substituto, Auracyr de Azevedo de Moura Cordeiro respeitou a nomeação e assim começou a carreira de dirigente de Ocimar. Em 1987, foi nomeado Diretor do Departamento de Futebol Profissional e a equipe sagrou-se Campeã Paranaense. Na gestão seguinte, de Antonio Carlos de Mello Pacheco (1988/1989) assumiu a Vice Presidência de Administração e Recursos Humanos onde participou ativamente do processo de fusão com o Colorado Esporte Clube que originaria o Paraná Clube em 19 de Dezembro de 1989.

  Pressionado pela oposição pi-nheirense não assumiu nenhuma função na primeira gestão do novo clube. No entanto, por determinação do Presidente Aramis Tissot, foi nomeado Assessor da Presidência para os assuntos de Futebol. Participou ativamente da montagem das primeiras equipes do Paraná Clube e da conquista do primeiro Campeonato Paranaense em 1991. A segunda gestão do Clube (1992/1993) - onde foi eleito Primeiro Vice Presidente - recebeu uma equipe pronta e com ela ganhou o Campeonato Brasileiro da Divisão Intermediária em 1992 e outro Campeonato Paranaense em 1993.

  Para a terceira gestão foi ACLAMADO como Presidente do Conselho Diretor. Dedicou-se a mostrar o Paraná a nível nacional e internacional. A equipe disputou a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro com público médio superior a 15.000 pessoas por jogo. Sagrou-se Bi-campeão (1994) e Tri-campeão (1995) Paranaense de Futebol Profissional.
  Afastou-se das coisas do Paraná Clube entre 1996 e 1999.
  Em 2000 assumiu a Superintendência de Futebol como executivo. No mesmo ano a equipe conseguiu seu segundo título brasileiro ao ganhar o Módulo Amarelo da Copa João Havelange e novamente ganhar o direito de disputar a Série-A do Futebol Brasileiro em 2001. Dedicado, cursou PÓS GRADUAÇÃO em Administração Esportiva pela Universidade do Esporte - Universidade Federal do Paraná. Fechou o ciclo de serviços ao Paraná Clube em Novembro/2002.
  A história, com certeza, irá continuar...

Veja mais fotos