Ocimar
entrou com a equipe do Água Verde nos anos de 1968 e 1969. O atleta
Orlando do Água Verde era seu guia quando entrava nos gramados.
Em 1972, Ocimar tornou-se atleta da categoria dente de leite do E.C. Pinheiros
(novo nome adotado em 1971 pelo E.C.Água Verde) cuja equipe era comandada
pelo Sr. Amilton Nofke, descobridor de tantos talentos para a equipe pinheirense.
Em 1973, em virtude da necessidade de trabalhar para o sustento da família,
Ocimar passou a acompanhar o seu time apenas das arquibancadas.
Mas a família Baggio não desistia de seu intento
e, em 1984, após o E.C.Pinheiros haver sido Campeão Paranaense
de Futebol voltou a convidar Ocimar para ser dirigente do Clube. Influente
no Conselho Deliberativo do Clube, a família Baggio, conseguiu convencer
o Presidente Erton Coelho Queiroz a ceder uma Vice-Presidência ao indicado
em sua segunda gestão prevista para os anos de 1986/1987. Erton faleceu
dias antes de assumir a sua segunda gestão. Auracyr Azevedo de Moura
Cordeiro, seu Primeiro Vice Presidente, resolveu respeitar a composição
da chapa determinada por Erton e assim Ocimar Batista Bolicenho assumiu o
seu primeiro cargo no Clube que foi o de Vice-Presidente de Imprensa e Publicidade.
Este cargo havia sido ocupado em gestões anteriores por pessoas que
sequer freqüentavam o Clube logo, era uma pasta sem muitas atividades
na administração. A torcida do Esporte Clube Pinheiros era muito
pequena, tanto que zombavam que eram apenas 16 (dezesseis) o que despertou
uma campanha que chamou-se 16 + Eu. Baseado nesta campanha Ocimar implantou
a sua primeira atividade no Clube e que denominou-se " Pinheirense, Sim
Senhor". A campanha constituía-se no cadastramento de todos os
torcedores que iam aos jogos da equipe e ao final do primeiro ano 1200 (mil
e duzentas) pessoas já faziam parte do programa. Desenvolveu várias
visitas as escolas municipais (principalmente na região do Boqueirão)
que eram acompanhadas pelos atletas da equipe que, além de conversarem
com as crianças realizavam a distribuição de material
escolar (lápis, caneta, régua, caderno e borracha) com o logotipo
do E.C.Pinheiros. Participaram destes eventos atletas como Toinho, Dionísio,
Serginho, Marquinhos Benatto e Roberson.
A intensa atividade na pasta permitiu que Ocimar solicitasse ao Presidente Auracyr
uma vaga de diretor no departamento de futebol do clube. Em 1987 foi nomeado
Diretor de Futebol Profissional e foi trabalhar com o então Vice-Presidente
de Futebol Edson Valmir Ferreira. No primeiro turno da competição
daquele ano o E.C.Pinheiros foi campeão invicto. O seu treinador era
Cláudio Duarte. Na metade do segundo turno o treinador recebeu uma proposta
de trabalho no exterior e indicou como seu substituto Otacílio Gonçalves
da Silva Junior. O Pinheiros foi Campeão Paranaense de Futebol em 1987.
No segundo semestre do ano uma manobra política dentro do Clube substituiu
Edson Valmir Ferreira por Waldomiro Perini no departamento de futebol. Solidário,
Ocimar pediu também afastamento.
Em 1988 , assumiu a presidência do Conselho Diretor, Antonio Carlos de
Mello Pacheco, que convidou Ocimar para a Vice-Presidência de Administração
e Recursos Humanos. Neste período Ocimar teve a oportunidade de aprender
as funções dos diversos departamentos do clube e adquirir então
uma experiência para futuras responsabilidades. Foram dois anos de muito
aprendizado, respeito e lealdade com um exemplo de dirigente que foi o Dr. Pacheco.
Ao final desta gestão, concretizaram-se as negociações
para a fusão com o Colorado Esporte Clube. O Pinheiros tinha tudo, exceto
uma torcida vibrante para acompanhar os seus jogos de futebol. Mello Pacheco
havia iniciado tratativas com o Coritiba Foot Ball Club mas as negociações
não avançaram. Jorge Celestino Buso e Aramis Tissot conseguiram
mais sucesso nas conversações com o Colorado. Com as diretrizes
definidas passou-se a agir politicamente nas duas associações
para que a fusão se concretizasse. A ala pinheirense já havia
acordado que o seu dirigente deveria presidir a primeira gestão do novo
Clube. Aramis Tissot era nome de consenso, desde que não nomeasse Ocimar
para nenhum cargo na gestão. Era a exigência da ala política
pinheirense para aceitar sem restrições a fusão. Amigo
sincero, Aramis quis "forçar" a nomeação porém,
foi convencido pelo próprio Ocimar que, era preferível atender
a reivindicação a não concretizar-se a fusão. Vencido
o impasse, Aramis nomeou Ocimar como Assessor Especial da Presidência
para assuntos de futebol. Foi nesta função que Ocimar pôde
desempenhar melhor a função de dirigir o Clube. Contando com a
altivez do Vice-Presidente de Futebol, Joaquim Antonio Cirino dos Santos e do
Diretor Emersom Alves de Andrade - Paulista - Ocimar participou ativamente da
composição dos primeiros elencos do Paraná Clube. A iniciar
pela contratação do renomado treinador Rubens Francisco Minelli
que trouxe em sua comissão técnica Luiz Carlos de Souza das Neves
como Preparador Físico e Valdir Joaquim de Moraes como Preparador de
Goleiros. Neste período também, lançou o Programa Paraná
Campeão que rendeu excelentes resultados financeiros para auxiliar no
orçamento do Departamento de Futebol Profissional. Através de
suas realizações foram possíveis contratações
de vulto como as de João Antonio e Balú no início de 1991.
Em virtude de seu desempenho na função, Ocimar foi indicado para
ser o Primeiro Vice Presidente na segunda gestão do Clube que, por força
de acordo oficial, deveria ter um ex-colorado como Presidente do Conselho Diretor.
A mesma ala política pinheirense que " incomodou" na primeira
gestão esboçou uma tentativa - que foi aceita por Darci Piana
- de bater chapa para disputar a Primeira Vice Presidência pois o cargo
pressupunha que seu ocupante seria o terceiro Presidente do Paraná Clube.
Desta vez porém, Ocimar saiu-se vencedor e assumiu o cargo. Durante estes
dois anos cuidou do Departamento Social do Clube e do Departamento de Esportes
de Quadra. Iniciou tratativas de melhorar o relacionamento entre as atividades
de futebol de salão e futebol de campo.
Em sua gestão como Presidente (1994/1995) subordinou o futebol de salão
ao Departamento de Futebol e criou uma Vice-Presidência de Futebol Amador
entregue a Landoar da Silva.
De 1996 a 1997 ficou fora das decisões executivas do Paraná Clube,
participando apenas na condição de Ex-Presidente das decisões
de maior vulto da agremiação. Fora nomeado pelo Conselho Normativo
como responsável pelo Projeto Japão mas a gestão Ernani
Lopes Buchmann resolveu cancelar os convênios assinados pelo Presidente
Ocimar Batista Bolicenho.
Em 1998 e 1999 trabalhou como Diretor de Relações Internacionais
da Federação Paranaense de Futebol.
Em 2000, foi convidado a assumir a Superintendência de Futebol do Paraná
Clube depois de uma tentativa fracassada do Clube que havia contratado para
a função um ex-jogador de Volley-ball sem qualquer experiência
no futebol.
Assumiu a coordenação do futebol das categorias de base e do futebol
profissional. Contratou o ex-atleta Sergio Prestes da Silva que como sua primeira
atividade como coordenador das categorias de base, antes mesmo de ser efetivamente
contratado, em Dezembro/1999, foi a Belém do Pará, para assistir
a Copa Norte de Juvenis e trouxe em sua bagagem os atletas Fabinho, Valdir e
Lima e o treinador Sergio Rosa, até então responsável pelas
equipes de base do Paysandú que trouxe consigo para período de
adaptação o atleta Welber. Lá em Belém ficou sabendo
de uma competição que seria disputada em Foz do Iguaçu
e já na função de coordenador destacou o treinador do infantil
William Moraes Dall" Igna que " peneirou" na equipe do Nacional
de Manaus o atleta Dennys. Infelizmente, as forças políticas agiram
novamente e "forçaram" a saída do Coordenador Serginho
alegando prejuízos clubísticos causados na gestão de Darci
Piana. Implantou-se, nesta oportunidade, uma nova forma de avaliação
de atletas em substituição a única exercida até
o momento - " a peneira " .Sergio Rosa ficou responsável pelas
avaliações que selecionariam ou não atletas para as equipes
de competição. Antes disso, os treinadores das categorias de base
eram os únicos avaliadores de atletas e isso gerava uma série
de apadrinhamentos indesejáveis para a agremiação. Em 2000
foi montada uma equipe de atletas nascidos em 1984/1985 para a disputa do XX
Abeerden Foot Ball Festival realizado na Escócia onde o Paraná
Clube sagrou-se CAMPEÃO. Outra ala política, esta já formada
dentro do Paraná Clube, "rifou" o excelente profissional Sergio
Rosa provocando sua saída do Clube.
Na equipe profissional, rebaixada para a segunda divisão
do futebol brasileiro na gestão anterior, foi desenvolvido um trabalho
de adequação orçamentária e recuperação
da valorização das coisas do Paraná Clube. Ao disputar,
injustamente, o Módulo Amarelo, o Paraná Clube, em 2000, sagrou-se
CAMPEÃO da competição o que lhe devolveu a condição
de disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. Sem recursos financeiros,
a negociação de Ilan com o São Paulo F.C.( que cedeu
Nem, Reinaldo e Fabrício, à custo zero) e a venda de parte de
seus direitos federativos a terceiros foi a fórmula salvadora para
a recuperação do Paraná Clube.
Em 2001 com a situação mais equilibrada o Paraná Clube
disputou as finais do Campeonato Paranaense com o Clube Atlético Paranaense
e conseguiu três empates nos jogos finais porém, foi vencido pela
melhor campanha do adversário. Na disputa do campeonato brasileiro teve
atuação regular terminando a competição com uma
classificação intermediária.
Em 2002, com imensas dificuldades financeiras e com a estrutura enfraquecida
(principalmente as categorias de base que não contavam mais com Sergio
Rosa) o Paraná Clube, mesmo assim, sagrou-se Vice-Campeão Paranaense
(perdendo de 6x1 a primeira partida e ganhando a segunda por 4x1 para o mesmo
Clube Atlético Paranaense) e por muito pouco, não sofreu o rebaixamento
no campeonato brasileiro (ficou em 20o. lugar). Sobreviveu graças a composição
de seu elenco formado por atletas de suas categorias de base e ícones
como Roberto, Maurílio e outros.
Desgastado, cansado e sem perspectivas de dias melhores dentro do Paraná
Clube, Ocimar Batista Bolicenho pediu sua demissão logo após o
término da partida contra o Figueirense em Florianópolis que assegurou
a permanência do Paraná Clube na primeira divisão do futebol
brasileiro.

Corria o ano de 1968. Desde a infância Ocimar Batista Bolicenho sempre foi responsável pela elaboração de competições esportivas no Bairro da Água Verde. Organizava torneios e movimentava o lado es-portivo da comunidade. Tal característica chamou a-tenção da família mais numerosa do bairro, a família Baggio. Tradicionalmente conhecida como torcedora do Esporte Clube Água Verde procurou logo criar um vínculo daquele menino com o Clube. Primeiro intro-duziram-no como mascote da equipe que havia sido campeã pela primeira vez em 1967.
Diretor de Futebol Ocimar Bolicenho com equipe do E.C.Pinheiros em jogo contra o Coritiba. De pé: Ocimar, Dionísio, Nena, João Carlos, Roberson, Rubens e Newmar. Agachados: Jorge Luis, Sergio Luis, Jefferson, Marquinhos e Tadeu. Em 1987.

Corria o ano de 1975. Ocimar Batista Bolicenho (Juca) completava 17 anos de idade. A Sociedade 25 de Maio era um local de concentração dos amigos do bairro da Água Verde. Consistia de um salão de baile e um pavilhão de esportes onde os freqüentadores jogavam bocha e existiam também algumas mesas de carteado. Os bailes eram muito raros. Praticamente todas as famílias do bairro tinham ao menos um integrante que freqüentava a 25 de Maio. E foi um elemento da comunidade, Gilceu Girardi que ao tornar-se diretor social do clube resolveu abrir espaço para uma Ala Jovem promover eventos sociais para a juventude. Foi o início da carreira clubística de Ocimar Batista Bolicenho (Juca). O primeiro grupo que se propôs a dirigir o departamento jovem tinha Ocimar Batista Bolicenho, João Brunatto Junior, Carlos Alfredo Nassif Muchinski, Luiz Afonso Nassif Muchinski e Egil Pereira de Araújo. Num segundo momento juntaram-se a eles Rogério Zlatanof e Paulo José Baggio.
Em
julho de 1976 foi oficialmente constituída a diretoria jovem que denominou-se
"Ala Jovem Pedro Dorigo" - homenagem ao fundador do clube que cedeu
o terreno de sua residência para a construção do pavilhão
de esportes - e que teve a seguinte composição:- Izonilton Zanetti
- Presidente:
- Carlos Alberto da Silva - Vice Presidente
- Ricardo Luiz Santos Negrão - Primeiro Secretário
- Álvaro Ernesto Baggio - Segundo Secretário
- Ivan Borba - Primeiro Tesoureiro
- Romano José Smanhotto - Segundo Tesoureiro
- Luiz Sussumu Sassaki - Diretor Social

Neste mesmo ano a diretoria jovem elaborou o primeiro Calendário Social do clube (vide foto) que tinha como atração especial o Baile do Horror que foi rea-lizado no dia 24 de Janeiro. Jamais será esquecida a expressão de alegria e es-panto que dois dos freqüen-tadores da sociedade tive-ram ao percorrer por mais de três vezes o túnel que dava entrada ao baile ( Alvarinho e Italiano, ambos de saudosa memória) assim como tam-bém jamais será esquecida a cena em que garrafas de cervejas foram sendo amon-toadas junto a decoração de cemitério que fora cons-truída para a ocasião.Outra pessoa que também cola-borou muito com o sucesso das promoções foi o colu-nista Charles - Carlos Roberto Tavares de saudosa memória - do jornal A Tribu-na do Paraná que sempre destacou as promoções da 25 de Maio.

Antonio GIL Nunes foi o maior promotor de even-tos de Curitiba nos anos 70 e 80. Como diretor so-cial do Clube Literário do Portão, GIL convidou Ocimar Batista Bolicenho para ser o diretor social da Ala Jovem do Clube Literário. Isto aconteceu no segundo semestre de 1976. Entrosado com o grupo, Ocimar foi eleito Presidente do Grupo Jo-vem Literário já em Abril de 1977. Com a ajuda de seus companheiros de diretoria implementou várias novidades no calen-


dário social, entre elas, a mais destacada, "Uma noite no Velho Oeste" su-cesso absoluto em pre-sença de público.
Para
o evento foi trazido diretamente do Rio de Janeiro o conjunto Casanova's cuja
cantora principal foi a depois consagrada Rosana. A diretoria de Ocimar Bolicenho
implementou também outras atividades como a gincana social que foi uma
verdadeira festa para a comunidade e um dia dançante denominado "10
horas de rock".
Foi também no Clube Literário que Ocimar começou
a envolver-se com competições esportivas que eram realizadas dentro
do próprio clube mas que envolviam um elevado número de associados
desportistas.
Estas inovações fizeram com que o Grupo Jovem Literário
fosse laureado com o título de Ala Jovem do ano de 1977 em promoção
do Jornal O Estado do Paraná .


